RP Comunicação Sem Fronteiras
sábado, 21 de abril de 2012
Empregos verdes estão em alta e devem ter 25 milhões de vagas até 2030
Profissões ligadas à área ambiental estão em alta. Segundo informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a economia verde será responsável pela criação de 25 milhões de postos de trabalho até 2030. Atualmente a área emprega quase três milhões de profissionais.
O potencial deste mercado é reconhecido por diversas instituições ligadas às carreiras. Em declaração ao Estadão, Mirela Sandrini, diretora-executiva do Fundo Vale, explica que este segmento é bastante promissor e se fortalece a cada dia. Além disso, as áreas de atuação são diversas e entre os profissionais estão: economistas, engenheiros, biólogos, jornalistas, entre outros.
“Todas as áreas que têm alguma ligação com o impacto ambiental são consideradas verdes”, explicou Paulo Maçouçah, coordenador de empregos verdes do OIT. Os potenciais destacados por ele vão desde profissões ligadas ao saneamento e energia renovável até o ecodesign.
Durante entrevista ao jornal paulistano, a economista Inessa Salomão, que trabalha há quatro anos em projetos direcionados à área ambiental, argumentou que o Brasil é um país com bastante potencial em relação às profissões voltadas à sustentabilidade. “Quem entrar [neste mercado] vai se dar bem”.
As histórias de pessoas que se voltaram aos trabalhos verdes são muitas. Outro exemplo é a publicitária Ana Paula Juliato, gerente de marketing da marca Recicla Kids, um projeto que utiliza veículos de comunicação para ensinar as crianças sobre a importância da reciclagem.
Os profissionais ligados à área de direito também têm um bom campo de trabalho, que é expandido com a criação de legislações em prol da causa ambiental, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e também ganha com a mudança no Código Florestal.
Estes são apenas alguns exemplos de como diferentes formações podem estar ligadas ao meio ambiente. A diretora-executiva do Fundo Vale, Mirela Sandrini, acredita que as áreas mais promissoras sejam: operação de manejo florestal, biotecnologia, tecnologia e sustentabilidade. Com informações do Estadão / Foto: Mayra Rosa/CicloVivo
Redação CicloVivo
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
C&A: Engajamento do público interno
Mensagem enviada não significa necessariamente mensagem recebida. Por isso a forma como as empresas se comunicam com os seus colaboradores e como se desenvolve esse diálogo são questões tão importantes. A orientação é de Rozália Del Gaudio Soares Baptista, gerente de comunicação corporativa da C&A Brasil.
A executiva destaca que a a comunicação é o principal veículo transformador das estratégias e da liderança dentro de uma empresa. “Quando há um alinhamento, os funcionários entendem, acreditam e se sentem capazes de desempenhar iniciativas estratégicas”.
Ao assumir o cargo em 2008, Rozália percebeu, por meio de uma pesquisa de engajamento, que seriam muitos os desafios de gestão. “Havia um novo ambiente de negócios pós-crise, que necessitava de novas estratégias, valores e modelos de competência”, recorda.
De acordo com a gerente de comunicação, a meta na época era melhorar o engajamento dos colaboradores em pelo menos cinco pontos percentuais até a próxima pesquisa, que seria realizada dois anos depois. Para atingir esse objetivo foi preciso uma visão de longo prazo e alinhar as mudanças para que fossem consistentes e pudessem ter continuidade.
Rozália conta que nesse período foram definidos cinco passos estratégicos.
Rozália conta que nesse período foram definidos cinco passos estratégicos.
O primeiro passo foi mobilização e convenção, que contou com 27 encontros gerenciais e eventos simultâneos em todas as lojas. O segundo passo foi tornar a mudança visível por meio de ações internas como adesivos nas escadas e nas vagas de estacionamento, por exemplo.
Um fluxo estruturado de comunicação com a criação de uma newsletter, intranet e um jornal interno foi o terceiro passo. O quarto passo foi o reconhecimento das ações e o quinto e último passo, a manutenção dos resultados. “Com esse trabalho, o resultado foi um crescimento de dez pontos percentuais, superando a meta em cincto pontos percentuais definida no início”, afirma.
De acordo com a executiva, entre as iniciativas de sucesso que se destacam hoje no engajamento dos funcionários estão a newsletter C&A News e os cafés da manhã, que funcionam como reuniões de novos projetos. “A newsletter é enviada todas as terças-feiras aos colaboradores do escritório central, Back Office e gerentes das mais de 210 lojas no Brasil.
Os gerentes são estimulados a compartilhar com as equipes das lojas as notícias contidas no informativo, mantendo todos atualizados sobre os acontecimentos da empresa”, explica.
A newsletter também traz informações sobre as próximas coleções, campanhas e eventos, movimentações internas de profissionais, entrevistas que contam o perfil das clientes para que seja possível conhecê-las melhor e os resultados de lojas que se destacaram nas vendas.
Já os cafés da manhã acontecem trimestralmente e conta com a participação das equipes envolvidas em projetos especiais, além de toda a liderança da empresa. Nessas ocasiões são reconhecidos o trabalho e as conquistas de cada profissional e de seus respectivos grupos. A ideia é continuar investindo nessas e em novas ações de comunicação em 2012, mas ainda é preciso consolidá-las antes de divulgá-las, de acordo com a empresa.
Rozália conclui que o papel principal da comunicação é dar brilho e crítica à área de gestão de pessoas. Trata-se de um trabalho conjunto e o processo de reconhecimento é importante. “É preciso conversar com o público interno dentro da sua diversidade e tão importante quanto o que se diz é a maneira como se diz”.
Fonte: Movimento Brasil
Google e Facebook debatem futuro redes sociais
Por Sheila Horvath
O encerramento do segundo dia do Think Tank Stage dentro da Social Media Weekteve como tema “Para onde o mundo social vai?” e contou com a participação de Leonardo Tristão, diretor de negócios do Facebook, e Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.
Os executivos apresentaram suas visões sobre o tema separadamente. O primeiro a se apresentar foi Tristão. Segundo ele, um dos pontos mais importantes hoje na internet tem a ver com identidade, autenticidade, ou seja, entender quem as pessoas são.
“É importante saber quem está do outro lado, quem ele é, os momentos mais importantes da vida, o que faz mais sentido, pois o ponto fundamental na transformação que vemos na internet é a identidade real”, afirmou. Segundo ele, antes a internet era organizada em diretórios e hoje se organiza em torno de pessoas. “Essa mudança é muito importante e o Facebook está no centro dessa transformação”, disse o executivo.
“O ser humano é social por natureza, chamamos nossos amigos para nos dar opiniões, o que comprar, o que fazer, aonde ir. Sempre fizemos isso, a maneira como as pessoas se relacionam não vai mudar, mas a tecnologia sim. A internet está alcançando a vida real por meio de ferramentas e tecnologia, e isso já se expandiu para o celular, estendendo ainda mais a nossa capacidade de se relacionar em escala, onde quer que seja”, disse.
Por que as marcas devem se preocupar com isso?
Porque anteriormente as mensagens das marcas chegavam primeiro, antes do que as dos amigos, e hoje se percebe uma inversão no caminho dessa mensagem. “Agora, com as redes sociais, há uma troca muito grande de mensagens e opiniões. E muitas vezes essas opiniões fazem sentidos para as pessoas. Esse é o desafio das marcas hoje”, disse Tristão.
Anteriormente, a marca definia um target e controlava a mensagem e sua intensidade. Agora, no social, as marcas continuam definindo o conteúdo da mensagem, mas somente da mensagem inicial, provocando uma primeira onda, um diálogo inicial com sua comunidade, e tem que estar preparada para responder quando essa mensagem retornar para ela.
“No Facebook trabalhamos com o social by design, é uma maneira de pensar que toca três pontos: a comunicação deve ser social na concepção, as pessoas têm que estar no centro da ação e temos que dar às pessoas a capacidade de amplificar essa mensagem para os amigos.”
Para isso duas perguntas básicas devem ser respondidas: Por que eu vou me importar com essa mensagem¿ Por que vou dividir essa mensagem com meus amigos¿ “Essas perguntas não tem nada a ver com tecnologia, mas em entender o comportamento das pessoas”, afirmou Tristão.
Félix Ximenes, do Google, pediu para todos os presentes levarem em consideração os seguintes pontos: vídeo turbina qualquer comportamento social, celulares terão papel importante no mercado, é fundamental construir uma conversa e o sucesso social pode ser medido.
“A rede é legal, mas como engajar, como a marca ter relevância¿”, questionou Ximenes. “Ainda não existe uma resposta para essa pergunta. O que a gente sabe é que a marca terá que interagir com vários canais. Por isso pensamos em ter diferentes plataformas para isso”, respondeu.
Com o crescimento das redes sociais, muitos afirmam que a busca está em declínio, mas Ximenes discorda e, para ele, esse tipo de ferramenta ainda está engatinhando. “Só os amigos não basta, nem sempre eles têm a melhor dica, então o usuário precisa buscar opiniões mais relevantes e em diferentes canais.”
O encerramento do segundo dia do Think Tank Stage dentro da Social Media Weekteve como tema “Para onde o mundo social vai?” e contou com a participação de Leonardo Tristão, diretor de negócios do Facebook, e Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil.
Os executivos apresentaram suas visões sobre o tema separadamente. O primeiro a se apresentar foi Tristão. Segundo ele, um dos pontos mais importantes hoje na internet tem a ver com identidade, autenticidade, ou seja, entender quem as pessoas são.
“É importante saber quem está do outro lado, quem ele é, os momentos mais importantes da vida, o que faz mais sentido, pois o ponto fundamental na transformação que vemos na internet é a identidade real”, afirmou. Segundo ele, antes a internet era organizada em diretórios e hoje se organiza em torno de pessoas. “Essa mudança é muito importante e o Facebook está no centro dessa transformação”, disse o executivo.
“O ser humano é social por natureza, chamamos nossos amigos para nos dar opiniões, o que comprar, o que fazer, aonde ir. Sempre fizemos isso, a maneira como as pessoas se relacionam não vai mudar, mas a tecnologia sim. A internet está alcançando a vida real por meio de ferramentas e tecnologia, e isso já se expandiu para o celular, estendendo ainda mais a nossa capacidade de se relacionar em escala, onde quer que seja”, disse.
Por que as marcas devem se preocupar com isso?
Porque anteriormente as mensagens das marcas chegavam primeiro, antes do que as dos amigos, e hoje se percebe uma inversão no caminho dessa mensagem. “Agora, com as redes sociais, há uma troca muito grande de mensagens e opiniões. E muitas vezes essas opiniões fazem sentidos para as pessoas. Esse é o desafio das marcas hoje”, disse Tristão.
Anteriormente, a marca definia um target e controlava a mensagem e sua intensidade. Agora, no social, as marcas continuam definindo o conteúdo da mensagem, mas somente da mensagem inicial, provocando uma primeira onda, um diálogo inicial com sua comunidade, e tem que estar preparada para responder quando essa mensagem retornar para ela.
“No Facebook trabalhamos com o social by design, é uma maneira de pensar que toca três pontos: a comunicação deve ser social na concepção, as pessoas têm que estar no centro da ação e temos que dar às pessoas a capacidade de amplificar essa mensagem para os amigos.”
Para isso duas perguntas básicas devem ser respondidas: Por que eu vou me importar com essa mensagem¿ Por que vou dividir essa mensagem com meus amigos¿ “Essas perguntas não tem nada a ver com tecnologia, mas em entender o comportamento das pessoas”, afirmou Tristão.
Félix Ximenes, do Google, pediu para todos os presentes levarem em consideração os seguintes pontos: vídeo turbina qualquer comportamento social, celulares terão papel importante no mercado, é fundamental construir uma conversa e o sucesso social pode ser medido.
“A rede é legal, mas como engajar, como a marca ter relevância¿”, questionou Ximenes. “Ainda não existe uma resposta para essa pergunta. O que a gente sabe é que a marca terá que interagir com vários canais. Por isso pensamos em ter diferentes plataformas para isso”, respondeu.
Com o crescimento das redes sociais, muitos afirmam que a busca está em declínio, mas Ximenes discorda e, para ele, esse tipo de ferramenta ainda está engatinhando. “Só os amigos não basta, nem sempre eles têm a melhor dica, então o usuário precisa buscar opiniões mais relevantes e em diferentes canais.”
Fonte: www.proxxima.com.br
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
02 de dezembro - Dia Nacional das Relações Públicas
Um pouco de História
Eduardo Pinheiro Lobo
* 02 de dezembro de 1876
+ 15 de fevereiro de 1933
O primeiro Departamento de Relações Públicas, criado no Brasil, surgiu em 30 de janeiro de 1914. Pertencia à “Light” (The Light and Power Co. Ltda.), companhia canadense estabelecida no Brasil e concessionária da iluminação pública e do transporte coletivo da cidade de São Paulo (SP). A direção desse departamento foi entregue ao engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo. A Lei nº 7.197, de 14 junho de 1984, concedeu-lhe o título de pioneiro das Relações Públicas no Brasil, e estabeleceu o aniversário de seu nascimento, dia 2 de dezembro, como o Dia Nacional das Relações Públicas.
Eduardo Pinheiro Lobo* 02 de dezembro de 1876
+ 15 de fevereiro de 1933
Nos dias de hoje
A profissão de Relações Públicas vem passando por transformações no seu campo de atuação e o Sistema Conferp em atenção a essas mudanças vem também, por meio de suas ações, entender e participar com idéias e propostas para melhor representar a categoria e fortalecê-la no mercado.
Elaborado o Planejamento Estratégico e recentemente o lançamento da Consulta aos Profissionais, o Conferp abre as portas para receber sugestões e críticas a respeito da atividade de Relações Públicas e sobre a proposta de flexibilização e abertura do registro profissional. Dessa forma, busca tornar-se mais participativo e integrar os profissionais numa causa comum que traga benefícios para todos.
Nesse momento de contemporaneidade, queremos dar inicio a uma nova forma para entender e fortalecer as Relações Públicas.
E por isso tudo, agradecemos e parabenizamos a todos os Profissionais de Relações Públicas pelo Dia Nacional das Relações Públicas e desejamos que você tenha sucesso todos os dias do ano.
Abraços,
Diretoria Executiv
Diretoria Executiv
Fonte: Conferp
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Audiências Públicas - Conrerps BALANÇO APÓS 30 DIAS DA CONSULTA AOS PROFISSIONAIS
Prezados Profissionais,
Ultrapassamos mais da metade do período determinado para a Consulta aos Profissionais de Relações Públicas e estamos chegando perto da fase final, que tem prazo para encerrar no dia 04 de dezembro próximo.Consideramos que esse periodo já nos possibilita fazer um balanço geral com algumas observações e também transmitir algumas mensagens a todos os Profisionais de Relações Públicas.
Em primeiro lugar, estamos muito satisfeitos com a repercussão que o assunto teve, não somente pelos importantes registros e debates nas redes sociais, mas também por meio de manifestações via email encaminhados diretamente ao Conferp.
Muitos profissionais tomaram a iniciativa de encaminhar mensagens diretamente para a diretoria-executiva, com opiniões pessoais sobre a consulta, congratulações, apoios e, até mesmo, questionamentos. Além disso, observamos um número grande de denúncias sobre questões ligadas a práticas incorretas, negligência e desrespeito à lei, concursos e licitações incorretos, exercício indevido da atividade e, até mesmo, faltas éticas.
Essas manifestações demonstram que a abertura dos canais de relacionamento do Conferp com a categoria foi positiva e está sendo amplamente utilizada alcançamdo os objetivos propostos pelo Conferp.
Também observamos que os profissionais estão se relacionando, na mesma intensidade, diretamente com os Conrerps de suas regiões. Em alguns locais já se registram intensos debates, diretamente com a diretoria-executiva do regional, sobre questões ligadas à proposta de flexibilização e abertura do registro profissional e outros assuntos ligados à fiscalização.
Está sendo muito gratificante observar e acompanhar as manifestações e debates no ambiente das redes socias em todas as regiões brasileiras. Trata-se de um verdadeiro movimento e discussão de ideias e posicionamentos numa amplitude e intensidade poucas vezes observadas no âmbito da categoria.
Estamos acompanhando todos os espaços e debates e absorvendo as opiniões, sugestões e criticas, e também as preocupações e inquietações, as dúvidas sobre a proposta e até sobre os riscos que essas medidas poderão provocar, no futuro, para o desenvolvimento da profissão. São manifestações absoutamente legítimas e próprias de profissionais preocupados e engajados num movimento consciente e maduro sobre os desígnios de nossa proifssão.
Preocupa-nos, no entanto, algumas questões, registradas em meio aos debates, ligadas a interpretações incorrertas e, até mesmo, de desconhecimento do conteúdo e suas especificidades. Por essa razão, apresentamos esclarecimentos necessários para algumas das questões identificadas.
A proposta de Flexibilização e Abertura Profissional não foi criada aleatoriamente, nem é tomada de decisão pessoal ou de um grupo específico, muito menos desejo particular de algum membro da diretoria-execuiva do Conferp ou dos Conrerps.
Ela é resultado de um amplo estudo e análise baseado no resultado de pesquisa e consulta realizadas nos últimos anos com profissionais de nossa categoria, também fundamentada nas manifestações dos próprios profissionais durante os últimos anos e meses e de intenso debate e reflexão com os integrantes dos Conrerps.
Portanto, vale ressaltar, por exemplo, que as questões apontadas em alguns comentários de que o Conferp está propondo uma abertura indiscriminada, que trará prejuízos para o que a categoria e a profissão já conquistaram até hoje, não é verdadeira. Essas questões foram profundamente avaliadas durante o processo de análise e elaboração da proposta. Por isso, criamos os critérios de proteção e segurança apresentados, que nortearão e definirão as regras básicas para o registro de novos profissionais. Além disso, os critérios estão apresentados a todos para que sejam avaliados e aperfeiçoados.
Outra questão verificada foi quanto à arrecadação financeira. É claro que esta questão foi avaliada e considerada, mas não é, de maneira nenhuma, o propósito da proposta. O verdadeiro propósito da proposta é a reorganização da atividade no mercado, a correção de desvios e desvirtuamentos que trouxeram esses sim, prejuízos significativos para nossa profissão e categoria.
A intenção estratégica é a de harmonizar os conflitos impostos pela evolução do mercado da comunicação e seu o novo contexto, incongruente, de termos uma atividade valorizada e procurada pela maioria das empresas, mas não termos a mesma condição em relação à profissão e à categoria profissional.
Uma outra questão discutida foi em relação à capacidade de fiscalização dos Conrerps diante da possibilidade de abertura do registro a novos profissionais. Essa questão também foi devidamente avaliada pelo Sistema Conferp.
Na realidade, em função do contexto e natureza do atual mercado e a deficiência da Lei 5377, que nunca foi atualizada nesses 44 anos de vigência, os Conrerps perdem ou são impedidos de concluírem o processo de fiscalização, pois essa deficiência permite a profissionais e empresas utilizarem novos recursos institucionais, técnicos e jurídicos para se protegerem da fiscalização.
Com a flexibilização, o processo de fiscalização será fortalecido, uma vez que teremos novas normas vigentes, atualizadas e adequadas à situação do mercado, que permitirão uma ação incontestável dos Conrerps com resultados positivos para a manutenção, a sustentabilidade do Sistema e o fortalecimento da profissão no mercado.
Entretanto, tudo isso somente poderá ser viabilizado, se a categoria, além de se mobilizar em torno do debate, também se engajar verdadeiramente no movimento, assumindo uma posição e registrando sua opinião no site de consulta apresentado pelo Conferp. Ele é o espaço oficial para registro de sua manifestação.
Por isso tudo, sugerimos e recomendamos que você leia novamente todos os conteúdos apresentados no hot site da consulta para conhecer e compreender as condições que nortearão as decisões e regras para que esse movimento seja implantado. Leia, avalie e se manifeste sobre tudo o que está lá. Contribua para o seu aperfeiçoamento.
Além, do hot site, você pode e deve também participar das audiências que estão acontecendo sob a coordenação dos Conrerps em todas as regiões. Veja aqui a planilha das audiências e agende-se.
Muitos profissionais já se manifestaram no hot site e colocaram lá suas opiniões e observações, mas esperamos que o número de manifestações seja ainda muito maior e represente a maioria dos nossos profissionais.
Lembre-se, a consulta segue até o dia 04 de dezembro, não perca a oportunidade de participar e dar sua contribuição para fecharmos esse movimento com a legitimidade que só você como profissional pode dar.
Vamos juntos definir os caminhos para o futuro de nossa profissão e categoria profissional.
Esse futuro está em suas mãos.
Um abraço
Diretoria Executiva
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Guia de carreiras: relações públicas
Mídias sociais abriram mercado para os profissionais.
Função principal é construir boa imagem de determinada instituição.
O profissional responsável por construir imagens e reputações não pode ignorar o poder das redes sociais. Twitter, facebook e outros canais de comunicação não convencionais ajudaram a expandir o mercado para os profissionais formados em relações públicas.
Veja vídeo ao lado sobre a carreira de relações públicas
"O conceito das mídias sociais é um espaço que veio para ficar. Antes o Orkut era a grande moda, hoje está fora de linha e o facebook é a grande ferramente. Tudo isso vai passar, com certeza, mas a necessidade de dialogar nesses espaços veio para ficar", diz Luiz Alberto de Farias, professor e presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas.
Para Farias, cada vez mais as empresas entenderam que além de ter um bom produto ou um bom serviço, é necessário ter um nome respeitado no mercado. “Por isso estes profissionais [formados em relações públicas] têm sido demandado de uma maneira bem significativa nos últimos tempos. Hoje estamos em um excelente momento. ”
Para poder atuar, o profissional precisa concluir a graduação de quatro anos que inclui base de disciplinas de ciências humanas e aulas práticas de fotografia, vídeo, planejamento, artes gráficas entre outras.
Farias lembra que para se dar bem na carreira há o mito de que o relações públicas deva ter fluidez, eloquência e facilidade para discursar em público. “Essas virtudes são boas para qualquer profissão, inclusive para relações públicas. Porém, a principal característica é a capacidade de gerenciamento de conflitos e de planejamento.”
Além da graduação, é fundamental que o profissional tenha domínio de idiomas como inglês e espanhol. Farias sugere que experiências em atividades comunitárias também podem ajudar a construir um currículo fora do convencional, além de fazer diferença durante a atuação no mercado, no momento de gerenciar uma crise, por exemplo.
saiba mais
Diferentes atuações
Apesar de ser comum encontrar jornalistas trabalhando como assessor de imprensa, Farias garante que esta é uma função originalmente do relações públicas. Enquanto o jornalista é habilitado para apurar fatos, transmiti-los e formar opinião, o relações públicas é direcionado para a instituição e tem a função de gerenciar a percepção da empresa, fazendo com que ela seja bem aceita interna e externamentre.
Ainda no campo da comunicação, a publicidade, de acordo com o professor, trabalha com uma visão promocional de um determinado produto ou serviço da organização e tem a missão de gerar desejo e consumo.
"No mercado brasileiro, às vezes, estas funções se misturam e se confudem. Nas últimas décadas, a área de jornalismo se aproximou muito das funções de relações públicas", afirma Farias.
Apesar de ser comum encontrar jornalistas trabalhando como assessor de imprensa, Farias garante que esta é uma função originalmente do relações públicas. Enquanto o jornalista é habilitado para apurar fatos, transmiti-los e formar opinião, o relações públicas é direcionado para a instituição e tem a função de gerenciar a percepção da empresa, fazendo com que ela seja bem aceita interna e externamentre.
Ainda no campo da comunicação, a publicidade, de acordo com o professor, trabalha com uma visão promocional de um determinado produto ou serviço da organização e tem a missão de gerar desejo e consumo.
"No mercado brasileiro, às vezes, estas funções se misturam e se confudem. Nas últimas décadas, a área de jornalismo se aproximou muito das funções de relações públicas", afirma Farias.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O Reposicionamento conceitual de Fábio Procópio
O relações públicas paulista Fábio Procópio já tem no currículo uma experiência internacional. Foi em Bogotá, na Colômbia, que ele trabalhou para a VivaReal, startup do Vale do Silício nos Estados Unidos, como RP e Community Manager. Entre suas atribuições, estavam assessoria de imprensa, planejamento de comunicação online, produção de conteúdo para blogs e redes sociais, métricas, SEO, relacionamento com clientes e parceiros e linkbuilding. Quando foi contratado, as expectativas da diretoria contratante eram distintas do enfoque de planejamento integrado de comunicação que ele tinha aprendido em sua formação na UNESP-Bauru finalizada em 2010, resultado das diferenças teóricas da área nos dois países. “Com muitas conversas e com as experiências na prática, fomos modelando um novo tipo de trabalho, e eles viram qual realmente pode ser a contribuição do profissional de RP brasileiro para o fortalecimento e difusão do negócio deles”, conta.
Procópio foi parar lá após ver o anúncio da vaga no Twitter. Interessado pelos pré-requisitos divulgados, como espanhol fluente (que ele havia conquistado após intercâmbio de 12 meses no México) e experiência em mídias sociais (talhada dentro de dois antigos jobs já executados por ele no início da carreira). A partir daí foi enviar currículo e participar de entrevistas por Skype e telefonemas convencionais com três pessoas diferentes. A empresa então sondava as reais motivações do candidato para fazer parte de uma equipe jovem e para atuar na Colômbia. Segundo os diretores, profissionais com mais de 10 anos de mercado concorreram ao mesmo posto, e seu blog (veja mais em http://fabioprocopio.com) pesou de maneira positiva na escolha, tendo sido assunto de várias conversas. O desprendimento do candidato ficava evidente, afinal ter cursado RP longe da cidade natal, com todas as demandas de vida decorrentes, e ter passado um ano no México, além do convívio com diferentes pessoas, foram pontos interessantes. E acrescenta: “não me senti defasado em relação a conteúdo e técnicas a implantar na empresa. Pelo contrário, minha formação em RP voltada para o lado humanístico auxiliaram no convívio com os colegas. Via claramente as teorias de sociologia, psicologia e antropologia em aplicação. Era incrível poder analisar aquele comportamento inserido em outra cultura”.
Ele continua prestando assessoria ao VivaReal, mesmo depois de sua volta ao Brasil. A Colômbia lhe pareceu um país um pouco desestruturado em se tratando de comunicação, afora que há uma vinculação muito grande com marketing e não se vê a formação em RP.
OBS: este post faz parte de uma ação coletiva entre vários blogs para comemorar o Dia Interamericano de Relações Públicas, marcado em 26 de setembro de cada ano por conta da data de fundação da FIARP, hoje Confederação Interamericana de Relações Públicas/CONFIARP. Foram entrevistas realizadas via internet pelo RP Rodrigo Cogo, do portal www.mundorp.com.br, e compartilhadas agora.
Ontem, o blog Ser.RP publicou “Histórias de RP pelo mundo: o início de carreira de Célcia Chilaúle”. Amanhã, dia 16 de setembro, você pode ver mais um breve relato de profissionais da área no blog RedeRP, com o post “Histórias de RP pelo mundo: o apelo internacional de Cassandra Brunetto”.
Fonte: Comunicação e Tendências
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